But not me.
Vou para o sítio mais romântico do mundo, mas vou sozinho. Não é encontro a dois, é mosteiro. O que não é de todo mau, mas talvez, talvez preferisse algo outro.
Não tenho tempo para isto. Não interessa. Aproveito todos os momentos ínfimos dos minutos que me restam antes da hibernação forçada. Sou urso sem ser boi. Acaba tudo por dar ao mesmo.
Ouvi-te na rádio e ficaste para sempre a ressoar-me nos tímpanos da memória. Aqui vais, aqui vens, não paras nem para respirar, o teu umbigo não se perde no meu. Apenas rondas, tens olhos azuis e não perdes tempo.
Uma amiga disse: rolhão mucoso e senti-me envolto em muco viscoso. Não passa ninguém, nem mesmo os espermatozóides. Antes que se viabilize algo de uma forma inviável, improvável, inconstante. Não perdes tempo. Mas não tens pressa porém. Os teus vales um dia hão-de ser neve. Daquela fofa, que não se transforma em gelo, por mais que seja pisada. Os teus ímpetos não são melosos, muito menos mucosos. Um dia vens a ti e ao mundo e já não falta assim tanto. E dirás:
Everybody's gotta learn sometimes.
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29.4.10
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