30.7.08
14.7.08
Jour de Pluie
Tenho saudades tuas.
Ouço o Jour de Pluie cantado. encanta-me.
Estou cansado. Vou dormir.
Chega de vinho e de saudades.
gostava...mas não.
*
Ouço o Jour de Pluie cantado. encanta-me.
Estou cansado. Vou dormir.
Chega de vinho e de saudades.
gostava...mas não.
*
11.7.08
o teu corpo
Estas cansada. Muito.
Os braços doem-te. Parecem camarões prontos a comer. Emanam fogo e cansaço.
O pescoço menos mal, a coluna espera uma massagem que tarda.
Os pés. Passadeiras rolantes. Barriga. Cansaço.
Chuva. Os violinos de Ravel. Alto. Mistura improvável de odores e sabores.
Tu.
Tu outra vez.
Cansaço. O meu agora. Descanso.
Nos teus braços, regaços.
De outros tempos. Vindouros.
Da colheita da cevada, os campos ondulam de ouro.
Tu outra vez. Do outro lado.
*
Os braços doem-te. Parecem camarões prontos a comer. Emanam fogo e cansaço.
O pescoço menos mal, a coluna espera uma massagem que tarda.
Os pés. Passadeiras rolantes. Barriga. Cansaço.
Chuva. Os violinos de Ravel. Alto. Mistura improvável de odores e sabores.
Tu.
Tu outra vez.
Cansaço. O meu agora. Descanso.
Nos teus braços, regaços.
De outros tempos. Vindouros.
Da colheita da cevada, os campos ondulam de ouro.
Tu outra vez. Do outro lado.
*
praia de noite com chuva
Choveu. Muito.
Fugimos.
Sem ti.
Recolhemo-nos no mar alto, outros nas ombreiras das portas. As dunas não servem quando chove assim.
Ao menos não passamos sede. Já não conseguimos mais beber água salobra. Navegar também chateia.
Não dançámos hoje.
E não faltaram pescadores. Nem sereias. Ali estão eles a ver o isco. E a atirar as canas para dentro da barriga azul que se estende para lá do olhar. Sereias, só no areal, no mar nem as ver. Nem pescar.
Só quem entra pelo mar dentro sem olhar para trás.
Aconchego-me a ti, sem dizer nada. Não dizes nada também. Estamos bem assim.
*
Fugimos.
Sem ti.
Recolhemo-nos no mar alto, outros nas ombreiras das portas. As dunas não servem quando chove assim.
Ao menos não passamos sede. Já não conseguimos mais beber água salobra. Navegar também chateia.
Não dançámos hoje.
E não faltaram pescadores. Nem sereias. Ali estão eles a ver o isco. E a atirar as canas para dentro da barriga azul que se estende para lá do olhar. Sereias, só no areal, no mar nem as ver. Nem pescar.
Só quem entra pelo mar dentro sem olhar para trás.
Aconchego-me a ti, sem dizer nada. Não dizes nada também. Estamos bem assim.
*
8.7.08
your non-song
que está aí , mesmo ao lado do *
(...)
and, Emily - I saw you last night by the river
I dreamed you were skipping little stones across the surface of the water
frowning at the angle where they were lost, and slipped under forever,
in a mud-cloud, mica-spangled, like the sky'd been breathing on a mirror
anyhow - I sat by your side, by the water
you taught me the names of the stars overhead that I wrote down in my ledger
tho all I knew of the rote universe were those pleiades loosed in december
I promised you I'd set them to verse so I'd always remember
that the meteorite is a source of the light
and the meteor's just what we see
and the meteoroid is a stone that's devoid of the fire that propelled it to thee
and the meteorite's just what causes the light
and the meteor's how it's perceived
and the meteoroid's a bone thrown from the void that lies quiet in offering to thee
(...)
Joanna Newsom - Emily
(...)
and, Emily - I saw you last night by the river
I dreamed you were skipping little stones across the surface of the water
frowning at the angle where they were lost, and slipped under forever,
in a mud-cloud, mica-spangled, like the sky'd been breathing on a mirror
anyhow - I sat by your side, by the water
you taught me the names of the stars overhead that I wrote down in my ledger
tho all I knew of the rote universe were those pleiades loosed in december
I promised you I'd set them to verse so I'd always remember
that the meteorite is a source of the light
and the meteor's just what we see
and the meteoroid is a stone that's devoid of the fire that propelled it to thee
and the meteorite's just what causes the light
and the meteor's how it's perceived
and the meteoroid's a bone thrown from the void that lies quiet in offering to thee
(...)
Joanna Newsom - Emily
6.7.08
5.7.08
lá no fundo
A única coisa que poderei ter agora para ti é o choro compulsivo avulso do desenlace.
*
depois não sei. estou enjoado.
*
depois não sei. estou enjoado.
4.7.08
O elevador que descia trazia o que tinha para ti
E foi nesse momento que perdi o momento.
Mais momentos virão. Estás longe. Queria-te perto. Aqui e agora. Já.
Quando não é já esperamos anos. Eternidades. Entretanto a vida passa
Ela vive-se aqui e agora. Não é amanha ou daqui a pouco....
Vou-te buscar e levo-te. Mas ainda não fiquei contigo assim.
A Amélie disse-te tudo.
É uma fantasia minha ver esse filme com alguém de quem gosto muito e essa concretizou-se, foste tu que o sugeriste aliás, só aproveitei a deixa.
Depois ficas indiferente...
Estarei a ficar louco?
São muitos dias sozinho. Tenho a defesa daqui a pouco. O tempo voa.
E é sempre o amanhã que nunca vem.
Porque nos apaixonamos por pessoas q nos são indiferentes?
E vemos o amor dos outros...e perguntamos como foi possível?
É aquilo que queremos e não atingimos.
Parece tudo falso o que sentimos, por não ser correspondido.
Duvidamos da sua existência para nós. Não entendemos.
E é da falsidade que temos medo. Não da rejeição.
Porque se aquilo que sentimos é falso, a vida é falsa e assim, que nos resta afinal?
**
Mais momentos virão. Estás longe. Queria-te perto. Aqui e agora. Já.
Quando não é já esperamos anos. Eternidades. Entretanto a vida passa
Ela vive-se aqui e agora. Não é amanha ou daqui a pouco....
Vou-te buscar e levo-te. Mas ainda não fiquei contigo assim.
A Amélie disse-te tudo.
É uma fantasia minha ver esse filme com alguém de quem gosto muito e essa concretizou-se, foste tu que o sugeriste aliás, só aproveitei a deixa.
Depois ficas indiferente...
Estarei a ficar louco?
São muitos dias sozinho. Tenho a defesa daqui a pouco. O tempo voa.
E é sempre o amanhã que nunca vem.
Porque nos apaixonamos por pessoas q nos são indiferentes?
E vemos o amor dos outros...e perguntamos como foi possível?
É aquilo que queremos e não atingimos.
Parece tudo falso o que sentimos, por não ser correspondido.
Duvidamos da sua existência para nós. Não entendemos.
E é da falsidade que temos medo. Não da rejeição.
Porque se aquilo que sentimos é falso, a vida é falsa e assim, que nos resta afinal?
**
Fazes-me falta
O dia correu melhor que tudo o que poderia esperar.
Diria até que foi perfeito.
Só não aconteceu...porquê?
Porque não queres, porque não desejas?
Está tudo dito sem ter sido dito.
Fiz-te a massagem que sonhei no dia antes. Fiz tudo. Todos os pormenores.
A única coisa diferente foi estarmos em grupo.
Até vimos o filme e tudo. E está lá tudo tanto. Mas ficaste do outro lado da sala.
Como se tivesses medo do desconhecido.
Não entendo este amor.
Que é sempre tão intenso para mim e nada significa para ti.
Eu não posso fazer tudo sozinho..
Dou-te a mão sozinho, massajo o teu corpo de alto a baixo sozinho, danço contigo sozinho...
Admito, não tive coragem suficiente para te beijar mas...não sei. Também me custa.
Fico confuso. Dá-me um sinal por mais pequeno que seja. Diz-me nos sonhos, seja. Mas não me deixes parado aqui sem sim nem não.
Parece-me tudo repetido do antes, não quero repetir.
Apenas quero estar contigo, quando estou basta estar. Quero mais mas estou bem assim. Depois, no entanto, tenho de ir, e queria ficar, e tenho de ir e queria ficar um pouco mais.
Queria as dunas, a cor do limão, o coração da alcachofra, o beijo atrás do pescoço, a massagem à cabeça, um abraço apaixonado.
Falta paixão. Dois beijos na cara apressados. Apressam a tristeza que vem.
Não sei o que fazer.
Não quiseste vir jantar hoje. Não sei partir para outra sem antes saber.
Quero saber.
Suspiro. Uivo com os pulmões vazios. Canso-me e não descanso.
Fazes-me falta. Tanta. Tanto.
*
Diria até que foi perfeito.
Só não aconteceu...porquê?
Porque não queres, porque não desejas?
Está tudo dito sem ter sido dito.
Fiz-te a massagem que sonhei no dia antes. Fiz tudo. Todos os pormenores.
A única coisa diferente foi estarmos em grupo.
Até vimos o filme e tudo. E está lá tudo tanto. Mas ficaste do outro lado da sala.
Como se tivesses medo do desconhecido.
Não entendo este amor.
Que é sempre tão intenso para mim e nada significa para ti.
Eu não posso fazer tudo sozinho..
Dou-te a mão sozinho, massajo o teu corpo de alto a baixo sozinho, danço contigo sozinho...
Admito, não tive coragem suficiente para te beijar mas...não sei. Também me custa.
Fico confuso. Dá-me um sinal por mais pequeno que seja. Diz-me nos sonhos, seja. Mas não me deixes parado aqui sem sim nem não.
Parece-me tudo repetido do antes, não quero repetir.
Apenas quero estar contigo, quando estou basta estar. Quero mais mas estou bem assim. Depois, no entanto, tenho de ir, e queria ficar, e tenho de ir e queria ficar um pouco mais.
Queria as dunas, a cor do limão, o coração da alcachofra, o beijo atrás do pescoço, a massagem à cabeça, um abraço apaixonado.
Falta paixão. Dois beijos na cara apressados. Apressam a tristeza que vem.
Não sei o que fazer.
Não quiseste vir jantar hoje. Não sei partir para outra sem antes saber.
Quero saber.
Suspiro. Uivo com os pulmões vazios. Canso-me e não descanso.
Fazes-me falta. Tanta. Tanto.
*
3.7.08
o teu corpo
Percorro o teu corpo com os meus dedos.
Acaricio a tua pele e fico eléctrico.
Aperto aqui e ali. dói.
Beijo-te o pescoço. Atrás.
Espero a eternidade do momento em que te viras.
E olhas para dentro de mim.
E tudo pára. Para sempre.
*
Acaricio a tua pele e fico eléctrico.
Aperto aqui e ali. dói.
Beijo-te o pescoço. Atrás.
Espero a eternidade do momento em que te viras.
E olhas para dentro de mim.
E tudo pára. Para sempre.
*
2.7.08
1.7.08
emily
Não gostas que te chamem emily. É nome feio.
Invoca passagens desnecessárias, ininterruptas.
Preferes o anterior ou o aglutinado que vem depois.
Sinto que te afastas. A paciência é uma virtude muito estranha.
Só funciona para os momentos em que não a há.
E chovem impropérios contra a criação de manhã cedo,
quando tudo esta mais calmo e eu mais inquieto.
Evocações também as tenho, por vezes, no silêncio escuro do meu quarto.
Mas logo se desvanecem quando sinto a carícia do teu sorriso
A afagar-me as mágoas, a extinguir a solidão.
Invoca passagens desnecessárias, ininterruptas.
Preferes o anterior ou o aglutinado que vem depois.
Sinto que te afastas. A paciência é uma virtude muito estranha.
Só funciona para os momentos em que não a há.
E chovem impropérios contra a criação de manhã cedo,
quando tudo esta mais calmo e eu mais inquieto.
Evocações também as tenho, por vezes, no silêncio escuro do meu quarto.
Mas logo se desvanecem quando sinto a carícia do teu sorriso
A afagar-me as mágoas, a extinguir a solidão.
Esperança
Cansa esperar.
Quinta são dias. Não são horas nem momentos.
Ofegante estou por vezes aqui, outras onde?
Talvez dentro de ti, aqui.
Sinto a desvanescência do momento. Cansa-me esperar.
E não és longe no entanto.
Apenas estás aqui e eu estou só.
A tua sombra persiste sem a substância que te preenche.
*
Quinta são dias. Não são horas nem momentos.
Ofegante estou por vezes aqui, outras onde?
Talvez dentro de ti, aqui.
Sinto a desvanescência do momento. Cansa-me esperar.
E não és longe no entanto.
Apenas estás aqui e eu estou só.
A tua sombra persiste sem a substância que te preenche.
*
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