11.7.08

praia de noite com chuva

Choveu. Muito.

Fugimos.

Sem ti.

Recolhemo-nos no mar alto, outros nas ombreiras das portas. As dunas não servem quando chove assim.

Ao menos não passamos sede. Já não conseguimos mais beber água salobra. Navegar também chateia.

Não dançámos hoje.

E não faltaram pescadores. Nem sereias. Ali estão eles a ver o isco. E a atirar as canas para dentro da barriga azul que se estende para lá do olhar. Sereias, só no areal, no mar nem as ver. Nem pescar.

Só quem entra pelo mar dentro sem olhar para trás.

Aconchego-me a ti, sem dizer nada. Não dizes nada também. Estamos bem assim.

*

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