Queria escrever algo para ti, mas tenho medo de não estar à altura.
Chegaste de repente, sem te esperar. Vieste e afirmaste a tua luz.
Tudo o resto escureceu à tua volta, e desapareceu por uns instantes.
A luz, a lua, a bonança dourada de todos os momentos,
percorreram por um instante a tua pele.
Estava frio. O lago prateado ondulante,
cantava baixinho para nós.
Tudo o que resta é o caminho d'ouro,
e os liames apressados entre vós.
Apenas a escolha é ingrata e algo insana,
mas necessária.
Tudo o resto são insignificâncias, pequenas coisas, pormenores.
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As ruínas em fogo de outros tempos
Abrandavam a sua vinda entre nós
Estavam apenas ausentes uns momentos
Para depois ressurgirem transformadas
Do outro lado em flor, adormecidas,
quase acordadas,
lembrando o renascer de outro porvir,
que ecoa nas águas sublimadas,
e entretanto esquecidas, maltratadas.
Quando o ácer vem e a glória cresce
por entre as ruínas já passadas,
nasce o homem e um outro acontecer
espera pelas noites assombradas.
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Quando te apressas pela amurada fora
E tudo o que cresce em ti são sementes de ouro,
Trazes o teu coração em fogo,
e as crisálidas em ti ondulam esperança.
Tudo o que resta são auroras de bonança.
E todo o amor que tens para dar.
*
21.8.11
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