7.8.14
Escrita aleatória I
Escrever é uma arte sem fim. Serafim voltou dos impropérios da noite. Enroscou-se no norte. O forte da primavera será sempre denso como pedra. O mar voltou como lhe deu à sorte. Abraça-me como se não houvesse amanhã. Estarás então presa ao teu interior? Como se denomina amor? Faz um sinal com teu polegar direito e saboreia o deserto que contempla o teu riso. Como voltar ao início da saudade? Os raios despontam na manhã e nada dizem, iluminam e aquecem e renovam a tua pele de mágua. Os rastos perdidos do antigamente despontam novamente na tua pele de cobra. Perdida e encontrada. Vazia mas recuperada. Valiosa e temerosa. Apenas é o que é, um caminho entre muitos, uma rosa no deserto, uma insgnificância decerto, na infinidade do fim.
Rastos de ouro inflamam este céu de prata.
Não há nada que nos diga o que há além.
Apenas a dúvida ultrapassa o preconceito
e estalam perto, uivando, ventos alados.
A luz do outro lado é mais incerta
Que a candeia perdida dos teus braços
Mas insisto em navegar os mares abertos
Do que esperar esperando os naufragados.
As tágides eternas que esperando
São imagem do que era navegado
Rumam incertas para lá da tapobrana,
Rumam no escuro para além do alcançado.
As runas que se enlaçam nos teus seios
Traduzem meus anseios em teus braços
Falam de antigas glórias, velhos impérios
E que resta agora dos anseios
Tão antigamente propalados
Pó e névoa e impropérios
Melancolia, febre e climatérios.
Velhos impérios naufragados.
Não há nada que nos diga o que há além.
Apenas a dúvida ultrapassa o preconceito
e estalam perto, uivando, ventos alados.
A luz do outro lado é mais incerta
Que a candeia perdida dos teus braços
Mas insisto em navegar os mares abertos
Do que esperar esperando os naufragados.
As tágides eternas que esperando
São imagem do que era navegado
Rumam incertas para lá da tapobrana,
Rumam no escuro para além do alcançado.
As runas que se enlaçam nos teus seios
Traduzem meus anseios em teus braços
Falam de antigas glórias, velhos impérios
E que resta agora dos anseios
Tão antigamente propalados
Pó e névoa e impropérios
Melancolia, febre e climatérios.
Velhos impérios naufragados.
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