Rastos de ouro inflamam este céu de prata.
Não há nada que nos diga o que há além.
Apenas a dúvida ultrapassa o preconceito
e estalam perto, uivando, ventos alados.
A luz do outro lado é mais incerta
Que a candeia perdida dos teus braços
Mas insisto em navegar os mares abertos
Do que esperar esperando os naufragados.
As tágides eternas que esperando
São imagem do que era navegado
Rumam incertas para lá da tapobrana,
Rumam no escuro para além do alcançado.
As runas que se enlaçam nos teus seios
Traduzem meus anseios em teus braços
Falam de antigas glórias, velhos impérios
E que resta agora dos anseios
Tão antigamente propalados
Pó e névoa e impropérios
Melancolia, febre e climatérios.
Velhos impérios naufragados.
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