20.7.11

tu e eu, A. e V.

Dançamos. (Isto já chateia, é sempre a mesma coisa! :) )

Dançamos e dançamos e dançamos. Sobretudo mazurkas, algumas scotishes.

Abraçaste-te a mim e continuaste a dançar. Tão perto, tão dentro de mim. Voltaste a abraçar-me. Disseste que esta dança te fez tão bem. Olhamos um para o outro mesmo quando estamos a dançar com outros pares.

Cheguei perto de ti. Levantaste-te e olhaste para dentro e eu para dentro de ti, falámos sobre muitas coisas. Dançamos mais uma vez.

Quase no fim, falei contigo e foi tudo tão fácil e tão fluido e tão natural.

Convidei-te para sair e disseste-me que não o podia fazer sem saber o meu nome. Apressado, atrapalhado, perguntei como te chamavas. Tu perguntaste o meu nome. Eu disse o meu nome e tu disseste o teu.

E disseste: agora podes convidar-me para sair. E eu disse, queres sair comigo? E tu disseste, sim e sorriste, como fazes sempre quando olho para ti.

Estou tão feliz! Tão feliz que nem consigo descrever o meu estado de felicidade :)

E eu a pensar que nunca iria escrever aqui coisas tão boas como esta.

Claro, foi muito mais bonito que o que escrevo aqui mas enfim, fica esta impressão do momento. Talvez mais tarde escreva melhor.

Do baile mais fantástico de sempre...do sempre deste momento...

Se tudo correr bem, talvez não volte a escrever aqui. Deixo para sempre as coisas bonitas e tristes. Mas não se preocupem, porque é sinal que estou muito feliz :)

Ou talvez...talvez...passe a escrever coisas bonitas e alegres em vez de coisas bonitas e tristes...

Vamos ver. Tenho que ir agora.

P.S. - Ela mandou-me uma mensagem já! E eu a pensar que só ia mandar na sexta... :D Ai...o meu coração vai explodir! :D

Até breve!

*

17.7.11

miss Bowie

Ainda não escrevi nada para ti. Talvez ainda não tivesse tido o tempo para assentar tudo o que me deste.

Estás longe, tão longe. Estás aqui, dentro, tão dentro. Estás longe. Só aqui estás em memória, sonho, pedaços de nuvem. Onde estás mesmo?

Eu sei porque não escrevo. Porque não há nada para escrever, é tudo demasiado real, demasiado intenso, demasiado tudo. Lembro-me apenas do cais, das coincidências, das mãos nos teus ombros, de te inclinares para trás e de te abraçar. De todos os pequenos momentos, insignificantes, guardados no tempo, imutáveis, momentos de luz e de glória, de eternidade e de infinito, de pura felicidade.

Por momentos deixei de saber quem sou, não me sentia mais. Sentia-me algo mais, sentia-me nós. Assim. A nossa energia, o nosso caminho, a nossa vida. Tudo fazia sentido.

Foi pena que tudo fizesse sentido apenas para mim. Para ti, um beijo foi só simplesmente um beijo, um abraço, um abraço. As linhas que fluiam terminavam todas ali. No cais, nas águas, no relento. Não havia abrigo ali. Estávamos molhados, mas tu tinhas uma toalha para te secar. Faltavam raios de sol.

Nunca me vou esquecer de ti Selah. Abriste-me os olhos. Nunca mais os vou fechar. Apesar de querer tudo, agradeço o que me deste, e o que me deste é tão raro, precioso, único. Nunca o vou esquecer. Estarás sempre aqui. Por dentro estás do outro lado, deste lado, em mim.

Talvez um dia vá ao outro lado. O teu lado, em ti.

*

tu

Dançámos. Um momento inesperado. Não esperava encontrar-te assim. Não sabia de nada, esperava apenas nada.

Sorriste ao longe, sorri também e ficamos no olhar um do outro.

Estavas acompanhada. Num último momento estavas perto de mim quando tudo começou e não foi preciso dizer nada. Caiste nos meus braços e dançámos.

Porque és tão perto de mim? Apertas-me forte e sinto-te dentro de mim. Estás aqui, do outro lado. Mudas de posição, quase que te beijo a testa, mas esperei por um outro momento. Fechas os olhos e estás aqui novamente. Olhei para baixo, para ti, mas estavas em transe. Estavas do outro lado, dentro de mim. Continuas tão perto e a música continua, rodamos um pouco mais, enroscas-te em mim e dizes, sem eu ouvir, que me queres amar.

A música chegou ao fim e foste embora. Ficou tudo suspenso no ar. Ficou tudo em potência.

Até breve menina. Serão eternidades? Esperemos que não.

*