8.6.14

A brisa suspira entre os dedos da memória.
Vai soprando lentamente, por vezes com mais ímpeto,
o que resta do resto da história.

A luz que tarda em vir. A ausência sempre sentida.
Está presente num outro porvir. Está presente e pressentida.

A luz que se apaga, e o presente se dilui.
Na escuridão perene a fábula fica presente.
Dentro do chão de repente surgem duas anémonas,
e o submerso surge finalmente, dentro do mar que se sente
fazerem parte delas.

E o mar que se esconde debaixo do planisfério,
Não surge no horizonte, não surge no teu mistério.
Apenas se mantém lá, onde ninguém alcança,
A tua essência infinda, no simples passo de uma dança.

*