7.8.14

Escrita aleatória I

Escrever é uma arte sem fim. Serafim voltou dos impropérios da noite. Enroscou-se no norte. O forte da primavera será sempre denso como pedra. O mar voltou como lhe deu à sorte. Abraça-me como se não houvesse amanhã. Estarás então presa ao teu interior? Como se denomina amor? Faz um sinal com teu polegar direito e saboreia o deserto que contempla o teu riso. Como voltar ao início da saudade? Os raios despontam na manhã e nada dizem, iluminam e aquecem e renovam a tua pele de mágua. Os rastos perdidos do antigamente despontam novamente na tua pele de cobra. Perdida e encontrada. Vazia mas recuperada. Valiosa e temerosa. Apenas é o que é, um caminho entre muitos, uma rosa no deserto, uma insgnificância decerto, na infinidade do fim.

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