Hoje senti saudades. Pela primeira vez. Aqui.
Assim.
Aquelas saudades indefiníveis, abstratas. Saudades de claras de castelo. De nuvem. De vapor. De aurora boreal. De ti.
Talvez seja o cansaço. Talvez sejam as portas fechadas e os becos sem saída.
Não gosto de me arrastar. Não gosto de estar sem fazer nada.
Detesto que as coisas percam o sentido. Quanto mais devagar pior. Uma valsa lenta dançada sozinha.
Se é para ficar, fico se é para ir embora vou.
Não gosto desta incerteza.
Pela primeira vez senti-me sozinho. Aqui.
Estou quase a dormir em pé. Preciso descansar.
Estou desmotivado. Tenho aquela vontade de continuar a estudar, aquela que me tirou dos becos sem saída e das portas fechadas do passado. Será apenas reflexo condicionado? Ou será q é para ir embora mesmo?
Estou farto de estar sem fazer nada.
Hoje tenho vontade de ir embora, mas ainda é cedo. E não é para voltar. E muito menos para regressar.
E é só escolher a missão espacial...que luxo! É só ir embora. E eu aqui, à espera não sei bem de quê...sem saber o que fazer....O que faço aqui afinal? Posso descobrir novos mundos e fico aqui, nestas férias eternas absurdas e apáticas, a deprimir....que espero eu afinal? do que estarei à espera? de quem? porque vim afinal? Estarei a ficar doido?
Ser estrangeiro não é fácil. Eu não vou casar por conveniência. Tenho muita pena mas é assim mesmo. Não vou criar um problema maior do que o q vou resolver.
Hoje é assim. Amanhã será melhor, espero.
*
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