Não sei o que dizer, o que falar.
Bla bla para ti também.
Cortaram-me a língua e agora gemo.
Sou um bezerro de ouro e não me mexo.
Apenas zurro. Afinal sou um burro,
nem me dei conta da transformação.
Em ouro, em pó, nada sobre nada.
A transpiração apenas trai o lugar onde nasci.
A primeira pedra, ao alcance do braço,
um abraço no vazio. Um abraço,
que tarda em chegar.
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Espero em vão, num vão de escada.
Vão e vêm os pescadores,
e a sereia que desta vez foi pescada.
Sobram escamas, sobram lágrimas,
salgadas do teu mar.
Não sabem a nada, sabem a vazio.
São toupeiras que procuram
um significado no significado,
no muro de cimento, sangue fresco,
um dia verás o outro lado
mesmo sendo cego.
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O estreito de ormuz
parece cada vez mais estreito,
fecha-se, relega-se para terceiro plano
e não deixa ninguém passar.
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