23.11.13

Recebe-me agora neste momento de vazio.
Talvez não haja mais nada para dizer,
Apenas resta desaparecer de mansinho,
Até ser nada.

O nosso amor é quase nada,
quase transparente, deixa passar a luz lentamente.
e desfaz-se no ar.

Não resta mais nada. Apenas vazio e uma angústia
que custa a passar.
Todo o tempo é chumbo,
tudo se arrasta sem se mexer.
momento de paragem sem o saber.
O tempo deixa de existir e ficamos estáticos.
Para sempre presos no momento da partida.
As linhas do horizonte em suspenso,
O sol que brilha para sempre
E nunca mais se põe.

Aparecem crisálidas de mãos em minha face
Quadrúpedes místérios de leite condensado,
falam-me de tempos imaginários,
templos multicolores,
selvas perdidas na imensidão de um olhar
realidades quadrupedes de um chicote a estalar.

*


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