mas não é domingo no mundo
é apenas uma desculpa para uma despedida adiada.
tantos dias cá e eu à espera.
embora saiba que eram só mais uns dias,
sinto-me oprimido, mesmo assim.
não te sei explicar. só queria estar contigo mais um dia.
um abraço que tarde em partir, um momento mais de infinito.
custa a passar, os fátuos, evanescentes de memórias de ti.
Sento-me na areia e vejo-te passar, fechando os olhos, saltas pelos rochedos e vens até mim.
E uma tristeza invade-me quando não te vejo de joelhos na areia, os teus olhos.
O teu si, o teu braço que prende a minha mão, o teu portuguÊs em francês.
O teu tudo teu.
Viro-me para o outro lado e choro. Ou assim o faria se o conseguisse. Está demasiado salgado este mar para choradeiras. Tenho de beber mais água, com tanta correria fico desidratado de ti.
Contradições, eu sei. afinal sei porque corro e desidrato. Preciso de respirar enfim, antes do sufoco.
Está frio aqui. Porque não me vens visitar? Encontramo-nos a meio do caminho?
No meio do nada. As ervas crescidas. Sem música desta vez. O silêncio barulhento dos bichos da natureza. as estrelas. cadentes.
o teu riso. tu.
*
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