12.8.08

pour S.

Surgiste inesperadamente de dentro da noite.

A princípio confundi-te com alguém conhecido, depois atrapalhado afastei-me.

Mas tu não.

Ao despedires-te ias-me beijando. Não percebi. Logo.

Na noite seguinte abracei-te e prendeste-me a mão. De mansinho. Tive dúvidas.

Pouco depois deixou de as haver. Apenas te vi no meu regaço, por entre as árvores e as ervas frescas crescidas, ao longe luar e música e dançarinos de pés descalços.

E nós sem tempo nem espaço nem absolutamente nada. Ali apenas. Nós.

Assim te conheci numa noite de andanças várias.

Tudo tão simples que julgava impossível assim ser. Ou acontecer.

E agora, mesmo agora, ainda tenho saudades de te conhecer.

Ficaremos por aqui...?

*

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