Espero pela tua carta que não chega.
Antecipo os cheiros e o toque das palavras
e talvez algo mais...
Desço as escadas, abro o correio
E nada.
Nem uma ausência perfumada
contagia o ar que rodeia a carta
que não existe.
Espero, continuo a esperar.
Imagino desfechos inéditos
para as minhas cartas.
Para as tuas.
E o nada continua a ser nada.
Não se transforma mais
no que não é.
*
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