Jogas à apanhada e às mãos vão parar-te outras mãos.
Cruzam-se os dedos e empurram-se corpos.
Que descem em confronto com a terra de madeira.
E a gravidade revela um sentido escondido,
dentro de ti, as anémonas brilham em silêncio.
Através dos tempos, o movimento é constante,
corta as camisas e os desenlaces do antes,
tornando tudo ainda mais confuso.
Para os pedantes dos templos modernos.
A luz que te inunda é feita de frio.
E o arrepio é apenas uma invenção,
feita de ar e de razão,
que te traz a flutuar ate mim.
A arena perde os seus leões,
e as luzes apagam lentamente,
todos os traços de sangue,
Dos dentes afiados teus.
A sala escura em que te encontras,
Não é mais do que uma inundação de luz,
escondida. Dentro de ti. Afastada dos pilares,
da sabedoria antiga.
Depois do sangue e das quedas,
resta ainda o teu não-eu,
postiço por uns momentos,
de escuridão.
Espero na praia e escrevo.
PArvoíces ao fim do dia, ou será início.
CIclos interminaveis de enredos variáveis
No fim do mais importante.
*
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