2.4.09

depois da acalmia

Após uma acalmia estranha, sem razão.
Um quase esquecimento de ti.
Vieste tu pôr em questão
A tua própria ausência sem sentido.

Por vezes a falta deste é ele próprio,
quando as minhas mãos já não existem
para te sentir e os pés são uma
invenção triste dos homens.

O vento tornou a soprar para sul,
E tudo o que espero, nada concretiza.
E fico triste no teu regaço que não existe,
aqui, ao pé de mim. Assim.

O desabrochar lento das rochas,
e das rosas que brotam por dentro,
daquelas que nunca nascem,
e que nunca poderei ver.

Pois todas são vaporosas,
quebram-se com um olhar,
e vão sempre atrás do vento.

*

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