23.4.09

tu, hoje.

Vi-te no escuro da noite. Adormecida.
Saudavas-me do fundo, olhos preto, escuros, maquilhados de negro.
Dançavas um ciclo sádico e masoquista. Contigo própria.
E com a arena o círculo de toda a gente que ninguém vias.

Atacavas quem querias e eras vítima de um opressor desconhecido, simultâneo,
demasiado perto da tua pele, explodiam suores frios.

É tudo tão demasiado sério. Até mesmo com a língua de fora, ninguém segura,
as tuas anémonas.

Está frio e o arrepio que desce é uma lembrança de um tempo,
que nunca existiu.

E a praia espera, um outro pescador, que se ausenta, do mar.

*

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