Quando as bolhas rebentam, o coração rebenta.
Não há grande história nem grande segredo.
Faz 'plop' e já está. Nada mais.
Mesmo quando não temos consciência delas.
Ardem no peito, não fazem cócegas, tiram o ar que resta.
E o que resta afinal?
Resta uma história por contar que não sai.
Ou talvez saia após uma pequena introdução, um imbróglio de palavras obscenas.
Eu gosto de coisas obscenas desde q sejam bonitas. bonitas bonitas. Batraqueais.
Embora me esteja a batraquear para o bonito, mas não para o bonito bonito.
É a insenstez da impaciência ou o insustentável peso das coisas que não existem?
Por vezes custa a desencravar, não sai nada durante um fim de tarde de domingo.
Estou impaciente porque ela não escreve. Resta saber quem. qual. onde. por onde andas?
Não há valsas nem mazurcas contigo. Não sei o que há.
Só vejo o mar e um fundo dourado em ti. E uma dor forte no peito.
Não sei que diga a respeito, apenas vejo lilases onde não devo.
Quem quer que tu sejas, sabe que me fazes falta e que tenho saudades tuas.
Os suspiros ajudam, no entanto, a afastar o pó, a fazer cair o pano. A esquecer,
aquecer os pés dos pulmões em dia de primavera.
Ou de outono, tanto faz.
Os dias arrastam-se e não vens. E as bolhas crescem e rebentam. E eu com elas.
São muitas, são nenhumas. São elas e eu. Sou eu.
Não é ninguém, afinal.
E agora?
*
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