esqueceste-te de mim
e eu esqueci-me na sala escura
do presente que tinha para ti.
ainda assim invades-me.
sinto algo indefenido,
coisas sem forma.
alguma amargura,
o resto talvez tristeza,
mas não assim tanto quanto isso,
nada de mais pois estás aqui
permaneces, estás presente.
O teu gosto é ainda incompreensível,
não entendo como gostas.
Eu não sei se gosto.
Talvez não saiba gostar.
Ou então é a incerteza
e o esquecimento
que me fazem vacilar.
Há esquecimentos difíceis
em especial naqueles momentos
que esperas que tudo aconteça.
Mas ainda há dia
ainda há dança
ainda há lua
não se apagaram ainda os fogos
nos teus ombros,
nos teus olhos,
nos teus seios.
ainda está tudo em aberto.
E vem aí a viagem. A grande.
E os dias passados
a ver o rio a passar
e nós a passar o rio
que se atravessa em nós
e as danças e os foles e a comunhão
e tudo o que nós quisermos juntos,
que não fique nada do lado de fora
que venhas então para aqui,
onde te espero
do outro lado.
*
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