Dançámos. Uma dança inagualável, inesquecível, arrebatadora. Apenas nós e a coisa em forma de assim. Assim. Foi assim, sem ser assim assim, foi tudo e a entrega foi total. Um momento extraordinaŕio que recordo e sempre recordarei no meu coração.
Obrigado por aquele momento. Se morresse ali mesmo, seria feliz. Os nossos corpos juntos, o momento de partilha total, a intimidade inteira, o roçar das cabeças e dos suores. Foi tão inesquecível que nem consegui escrever nada até agora.
Dançámos outra vez. E outra. Não conseguia deixar de te convidar. As mazurcas sucediam-se e nós também.
Aqui está tempestade, chove abaixo de zero e tudo o que me lembro és tu. O vento assobia e tudo treme. Eu tremo quando penso em ti. Naquele momento fomos tudo um para o outro, um só, sem medo do fim, numa eternidade indefinida. Numa felicidade difusa, sem foco nem sentido, apenas aquele momento em que tudo se dissolve e transpira vida.
Na terça disseste, não apareceste. Não. Estava de partida para longe. E aqui estou eu no retiro, pensando em ti, naquele momento. Talvez não se repita, mas não importa. Naquele instante fui feliz.
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