3.2.08

No(n) sense

Estou indefinido, mas não quero escrever agora.

Estou cheio de coisas para escrever aqui, mas não agora.

Tenho mesmo que trabalhar. Repasso as coisas dos outros. Talvez.

Isto puxa. muito. quero escrever. mas não posso. ou não quero. não sei

estou indefinido. E com tanto para dizer.

Fica a nostalgia dos dias passados que não passam mais. Felizmente.

E não tenho pena nenhuma. Bem pelo contrário.

Está-se bem no mundo das coisas que não existem.

Puta de blog. Isto puxa mesmo muito. Não! Já disse que não!

O que eu queria mesmo tu bem sabes.

Não acredito que não consigas escrever ao menos 'maccaronni'

Ou algo parecido. Nem que seja aqui.

O vazio e a ausência só faz as coisas crescerem. desmesuradamente.

Embora tudo esteja acabado em breve.

O que eu quero mesmo é ir ver 'The Blueberry Nights' sozinho e não tenho coragem.

E o que tu queres eu não sei. Mas gostava de saber.

Nem que fosse apenas para me livrar deste peso que me oprime.

Posso ser cobarde, mas por pouco tempo. Não gosto de percipitações.

Mas percipito-me sempre. E caio.

Lembram-se da última vez? Pois. A farmacêutica não gostou da brincadeira.

E eu também não, claro está. Quem me mandou comprar um presente para lhe dar?

No momento, na vertigem, na percipitação e urgência absoluta?

No ano passado foi assim, como será este ano?

Esta altura é propícia a estas coisas...

Está tanto calor aqui...mas não era suposto ser vazio?

É um calor estranho, sabe a celofane estragado.

Onde estás que não te vejo? Mas sinto-te.

É tão bom quando encostamos a cabeça um no outro.

Um momento de entrega total, como não tenho memória.

Não sei o que fazer quando te vejo a arder pousada na noite.

Ou serei eu que não me vejo? Não sei, estou indefenido, fragmentado

Multiprocessado, pronto a consumir. Apenas quero que me vejas quando me vir em ti.

(já chega, sim?)

*

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