20/2/2008
Esperava encontrar-te na espiral das escadas descendente.
Um chá exótico ecoa memoŕias de um outro passado.
A dança que me encanta está dentro de ti, assim.
São epopeias de flores de malte. O resto é conversa.
Embriago-me de ti
E continuo sóbrio.
Apenas a sombra que passou foi tua.
Tudo o resto permanece sem mágua.
Gosto do teu amor tranquilo,
da tua conversa suave
Embora tímida.
Fazes-me sentir tão bem
e eu sinto-me bem sem ti.
A tua existência basta-me,
e eu sinto-me feliz.
Gosto de dançar contigo,
na aurora do dia que aí vem
Esperas por uma contravolta que
tarda em surgir na noite.
Gosto do que sinto
É suave não me prende
Nem me deixa triste
Gosto de te ver sorrir e dançar
E de arrumar as pequenas coisas
Quando te apanho distraída.
Sentada e leda um pouco triste
mais tarde assim te vi num breve momento.
Não soube o que fazer
E ali ficaste em fundo vermelho
Tão bonita que estavas no fundo que
te afogava em cores dispersas
no vermelho fundo da existência.
Não sei o que vi no teu sorriso
Na tua timidez quase insondável
O amor tranquilo é curioso
Nascido assim de tão estranha fonte
De tão forte paixão.
Espero por ti numa parte do mundo
Que partiu para longe.
Onde existem chás exóticos
E anémonas floridas
E escadas metálicas em espiral.
Dizem que só se parte uma vez
E se partissemos agora?
Vamos repartir a parte que nos cabe?
Ou apenas partihar tudo o que temos?
Aqui te espero a norte do mundo
Onde o mundo não é mais o mesmo.
Desde que partiste sem nunca teres chegado.
*
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