Dentro de ti.
Vivo aos papéis, como se isso fosse vida.
Perpendicular ao norte, o vento quente vem.
Atravessa uma linha de ouro, um mármore em ferida.
A cicatriz branca que ainda não sarou,
traz memórias de outros, que também são as minhas.
O eco de improviso.
O descalabro de todas as palavras.
O som e o sono de uma vida mais que vida.
Mais do que um sorriso. O teu sorriso.
A tua pele, flor madrugadora da esperança.
Renascida.
Infinitas vezes nas costas escrevo o teu nome.
E não conto nada a ninguém. Nem a ti.
Não me deixas contar. Nem tu sabes porquê.
Um dia saberás...
Nem eu. Mas um dia saberei.
E nesse dia a esperança será claridade vertical no azul profundo do mar.
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