Demasiada papelada entre nós os dois.
Tudo diz que sim, tu dizes que não. Eu entendo que dizes que não, mesmo que não o digas.
Fico confuso. Por vezes. Aproximas-te e afastas-te. Eu fico aqui. Passivo. Por muitas e infinitas razões. Não tanto assim, talvez. Mas quando a papelada é muita e o tempo custa a passar, convém arranjar desculpas para dar um suspiro. Às vezes é preciso dar um suspiro. Por vezes é preciso esperar, mesmo que não se saiba esperar.
Não gosto de incerteza. Não gosto de ser estrangeiro. Acima de tudo não gosto de dormir nesta cama demasiado grande para mim. Apesar de gostar de me abrir em cima dela. Não é a mesma coisa. Assim não posso cair. Tenho sempre algo que me segura. Como as abas das camas dos bebés. É tudo demasiado seguro e demasiado incerto.
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