17.1.09

à espera da roupa que não chega

Quando não se tem roupa não se faz  nada.
Baralha-se o dominó e volta-se a dar. Embaralha-se. Enrola-se. Encrusta-se. Encarrapata-se.
Espero pela roupa do amanhã, hoje. Hoje, já agora. Sem roupa não posso sair, mesmo que não possa sair. Espero e espero e espero mais uma vez. A roupa não vem. Tenho fome. Mas como posso comer sem roupa. As janelas estão abertas e as paredes também. Não há mais intimidade, privacidade, propriedade. Caput. 



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