4.11.09

o regresso

Ainda resta no chão o sinal de um dia diferente
Como se uma outra pessoa aqui estivesse de passagem.
O teu perfume espera ainda pela extinção definitiva
ou pela aproximação de um vendaval, que tarda em surgir.

Surgem milhões de frases no infinito, inexprimíveis
num momento posterior silenciam. Apenas resta o silêncio
e pouco mais.

Hoje o cansaço não existe. Nas paredes escorrem melancolias
a custo e logo se desvanecem. Nos teus olhos vejo que nada
existe entre nós.

Não sinto nada. Existe apenas um vazio feito de nada.
Aqui, agora. Nada.

*

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