Por vezes sinto-me assim...e tu? ;)
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Do outro lado do rio
Cada voz é um poema
Faz o barqueiro um desvio
Vai e vem rema que rema
Ao outro lado do Rio
Todo o sol, a névoa, a noite
Me condensa esta saudade
Nada impede que me foite
E resguarde sem verdade
Ao outro lado, pela noite
Surgem estrelas nas mágoas
Nas mágoas do meu desterro
Atravessar estas águas
E reparar o meu erro
O meu erro e suas máguas
Do outro lado do rio
Que imenso reino para mim
Aqui tenho fome e frio
Aqui para onde vim
Do outro lado do rio
Guardo o sol na minha mão
Fechado que mais não tenho
Os meus sonhos onde irão?
Sendo eu aqui um estranho
Um sol fechado na mão
Fernanda Botelho
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