é complicado entender isto...são misturas aleatórias entre coisas da minha vida na altura e uma peça de teatro que fui ver por esta altura do grupo de teatro do IST em Lisboa.
...mas é daqui que vem 'o outro lado' :)
08-04-2002 23:18
Acabei de vir do teatre du crepuscule ou whatever that means i do not know i just wanna write some stuff, something sweet caothic stuff, apenas memórias de porcos voadores e coelhos que servem para bater e bater e bater nas mamãs do ultramar, como é que me hei-de lembrar do que me disseram sempre para esquecer, arrumar dentro das gavetas da memória naquele sítio onde tudo se esconde tudo permanece, não desaparece assim pela cascata neuronal fora não, estas são daquelas que ficam e retraem todo o músculo cerebral como uma esponja líquida. A peça foi bastante razoável, voces estão aí em cima nós estamos dentro do poço o que querem agora, não me chateiem, estamos a treinar-nos na arte do afogamento afinal não foram voces que nos atiraram aqui para baixo?
Estou sozinho dentro de quatro paredes brancas ou beje ponteadas aqui e ali por manchas escuras de humidade e de sujo entranhado, sem estar beliscado nas faces de alguém que passou e não reparou que deixou um recado para mim. A vida é feita de cores informes, que por vezes se misturam. Antítese de infinitos arco íris que voam por esse céu fora. Tenho aqui o papel não não é papal como escrevi um nanossegundo antes é papel daquele todo impresso em preto com algumas manchas brancas para disfarçar. E além disso espera por mim no fundo do poço porque eu vou ter aí contigo abaixo, não, não te vou buscar, está fora de questão, eu quero-te amar, não quero morrer, mas vou morrer quando te for buscar aí abaixo, porque não te vou buscar, vou aí ter contigo, quando fizer 24 anos, vou aí ter contigo, e nunca mais vou ficar sozinho, espera, além disso como pudeste partir sem aviso, sem dizeres nada, como? Queria escrever livremente sobre este texto ao fundo do poço encontra-se o tesouro há muito perdido, encontro-me comigo, bem lá no fundo deste poço profundo de mim. O que temos aqui virando a página 4 cabeças rolam por entre as águas desta miragem sem nome nem paragem neste ar de ilusões e de nuvens azul por trás memórias. Podiamos realmente estar na palestina com 5000 calhaus na mau a atirar aos colhões daquele cabrão ali, todo aperaltado com o seu capacete, a sua m16 ou 15,5 tanto faz, o seu colete salva vidas, salva a dele porque a dos outros estão na ponta da sua m m de morte m de militar m de merda, estamos atolados nesta merda, vale de merda que plana sobre mim, e me transforma para sempre em algo que nunca mais vão esquecer para todo o sempre, estátuas de sal, transformam-se em estátuas de sal, cegueira eterna que a história transpira e traz até nós sob a forma de guerra e esferovite e espuma e nada. Apenas uma granada explode em belém por dentro das centenas de pessoas enjauladas, acossadas dentro de uma marmita ao por do sol cremadas...gostei da arena, gostei do silêncio gostei do barulho do mar ao longe quando gemias pela praia fora, trotavas por mim adentro como se fossemos apenas ar e escuro e movimento e murmúrio das águas que atravessam os nossos corpos estendidos à beira mar poente gente que respira, transpira sobre nós sobre as nozes de marfim que se espalham pelo horizonte e se transformam em bisontes alados de ontem. Tantos! Tantos milhões dizimados para dizimar as raças livres de homens que resisitiam e acordavam e eram traidos tratado após tratado tudo era traçado para falhar e para matar, uivos ainda oiço os uivos da extinção da perda do desespero do fim. Mas estás aí. Espera. Além disso tenho a minha varinha magica, não preciso de um dois três e meio muito menos azes para atrapalhar na minha senda, até ao fim do fundo até ao fundo de mim ao fundo de mar, ao fundo de ti. Do outro lado é mais bonito? Espero que saiba a iogurte. De morango. Ou a doce de framboesa sem açucar.
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