3.3.09

Correr na praia

Tenho saudades de correr na praia,
e sentir que tudo é possível,
e ouvir Naragonia ao fim da tarde,
e correr. Assim.

Lembro-me do teu riso, do sorriso
que vinha até mim,
dos teus olhos claros,
dos teus disparates,
que me encantavam,
e irritavam toda a gente.

O amor apaixonado é curioso,
e paradoxal.
Da tua insegurança, das tuas costas,
das massagens, e dos momentos entre
todas as outras coisas.

Das sereias que não querem molhar
os pés.

Dos pescadores que se afundam,
no alto mar.

De tudo o que está fora do sítio,
de eu, tu e todos os que conhecemos.

*

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