Tenho saudades de correr na praia,
e sentir que tudo é possível,
e ouvir Naragonia ao fim da tarde,
e correr. Assim.
Lembro-me do teu riso, do sorriso
que vinha até mim,
dos teus olhos claros,
dos teus disparates,
que me encantavam,
e irritavam toda a gente.
O amor apaixonado é curioso,
e paradoxal.
Da tua insegurança, das tuas costas,
das massagens, e dos momentos entre
todas as outras coisas.
Das sereias que não querem molhar
os pés.
Dos pescadores que se afundam,
no alto mar.
De tudo o que está fora do sítio,
de eu, tu e todos os que conhecemos.
*
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