Estamos indisponíveis. Os dois.
Gostava de saber fazer as coisas,
e ter talvez alguma mais coragem.
Mas ainda não chegou o momento.
Nos tempos livres, trabalhamos. Juntos.
Embora seja um futuro no presente.
Um presente que me dás, que eu aceito,
com tudo o que tenho no meu ser.
Penso no presente que te dei.
Aquele que espera ser escolhido.
No entanto, já o entreguei,
em época e local ainda perdido.
Procuro e procuro sem parar
Aquele lugar que se esconde num recanto
E quando o estou quase a alcancar.
Apareces tu e caio no meu espanto.
Não sei quem és e no entanto te conheço
De outros rios que desaguam noutras praias.
Mas quando estendo o braço para ti
Desvaneces-te no ar e apenas resta,
a recordação em mim do teu olhar.
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