Os momentos sucedem-se embrigados.
Entre mares de palavras apareces
de braços cruzados. São matizes rosa e roxo.
Não sei se queres, não sei se dará,
nao sei se dei ou se fui ou se sou.
Apenas estou aqui para ti por quem não sei.
Escolho e afastas-te,e volto atrás.
Os teus joelhos não se dobram e tu não voltas.
A áfrica não é o teu sonho, o pesadelo é
de outras formas, outras árias, outros espaços.
Espaços abertos que ecoam saudade.
A confusão instala-se por fim.
Assim como o amanhã que amanhece aqui.
Estamos pendurados por dois graus de imensidão,
que transborda para aquela fresta, na ponta,
no ponto, no alto, na água que te refresca,
a face e o medo e a faca, os teus segredos
como que vêm de rompante.
Trazes um véu açucarado por entre as açucenas bravias,
tudo o resto são ervas selvagens, daninhas.
As que sabem a caos e rosmaninho.
Tudo o que é doce se desvanece por fim.
Ecoam canções de ontem num jardim de pétalas
de lava.
Trazes o teu coração para fora, e latejas.
Tudo lateja, e as grávidas distantes de ti.
Ecoam saudades. De amor.
*
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