Gosto de conversar contigo,
e tudo é ainda tão virtual,
gostava que fosse aqui.
Na realidade ficamos nervosos,
apenas nos desprendemos quando estamos soltos,
imateriais. Somos projecções fugazes
das nossas próprias fantasias incomunicantes.
Por vezes temos esperança
que algum dia
aconteça, prefiro pensar,
que assim o pensamos. ambos.
A rua lá em baixo espreita
um outro final, um outro desfecho,
um outro despertar
das longas noites de inverno
sem dizer coisas más no teu nome,
como dizias, vais dizer coisas más em mim
pois não te deixo dormir.
Mas não. Não será assim.
Só tenho coisas boas a dizer de ti quando acordo,
especialmente quando sonho contigo, no abstracto.
Aí há rosas e não são de plástico, resta saber se
os espinhos serão comestíveis.
Pelo menos não há flores de plástico. Muito menos rosas
resistentes à passagem do tempo, para sempre no seu auge
artificial.
Dizes. Gostava de ser cozinheira. Nunca provei a tua massa
sem bechamel. Talvez estivesse longe quando a fizeste. Não
senti o seu cheiro.
Devemos continuar então pelos atalhos e pelos caminhos
e pelos trilhos e becos e ruas. em ti todos os lugares
são avenidas de ouro. E fazem as açucenas florescer.
No inverno.
*
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