15.10.09

le chanson d'amour

A noite vem e o perigo espanta
O amanhecer deitado, as raízes soltas,
Espalhas-te imensa pelo campo inteiro
E soletras as cantigas loucas

Por entre os plátanos e o vinho novo,
vens para mim e significas dor
Não há nada dentro deste canto
Que nos dê alento e alguma cor.

As folhas da melancolia
São apenas promessa
Do que não aconteceu.

Apenas nos resta correr
ou cantar. Ou renascer.
Ou cobrir o véu. Do amanhecer.

*

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