22.11.09

o teu filme

Vi o teu filme e chorei.
E em todos os momentos pensei em ti.
A dor demora a passar.
Há que recomeçar, voltar de novo, emergir da dor.
Há que amar intensamente, ser correspondido intensamente.
Totalmente, completamente, com tudo o que temos.
É assim que eu te amo, assim.
Sim, amo-te. E tenho tantas saudades tuas. E choro.
Percebi finalmente que estou apaixonado.
Não queria estar apaixonado. É uma dor demasiado grande,
ver as estrelas cadentes no escuro, deixar a noite passar,
e acordar na erva alta, e não te poder acordar, para onde foste?
Tenho medo de nunca mais te ver, mesmo que te veja ou fale contigo
Todos os dias.
Diz-me. Quanto tempo mais terei de esperar?
Eu espero eternidades. Mas diz-me.
Quantas eternidades?
Diz-me se vale a pena esperar. Mesmo que o tempo não exista.
Valendo a pena, o tempo é apenas ar.
Diz-me. Acreditas mais,
na primeira hipótese ou na segunda?
Eu acredito na segunda. E tu?
Eu sei a resposta. Mas quero que tu me digas.
Olhos nos olhos.
Abraça-me e diz-me.
Assim.
Eu espero por ti. Eternidades.
(Não muito longas, sim?)

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A tua presença faz-me tão feliz. Nunca senti nada assim.
E sobretudo, nunca quis esperar.
Porquê esperar agora?
Porque sim. Porque é. Agora. Porque eu sei
que esperaria toda a minha vida por ti.

*

1 comentário:

Ana Teixeira disse...

adorei este mergulho:)