não sei para que me mandas mensagens.
as minhas respostas nunca devem chegar ao seu destino.
sim, perdem-se no caminho. só pode.
chego ao fim de três semanas de clausura,
de trabalho ininterrupto sem sentido, nem explicação.
estou diferente. não sei se melhor.
talvez não.
em vez de sentir vazio, senti a tua falta.
os amanhãs que não existem
ainda latejam no meu peito.
e descrevem lentamente indiferenças
que se transformam em tristeza refinada
à medida que o tempo passa e tu não vens.
não sei o que queres de mim.
se me queres ver porque não me procuras?
envias-me mensagens que sabes que à partida
irão ficar sem resposta, pois mesmo que
as recebas, se é que as recebeste,
nunca terás coragem para as ler.
que queres de mim?
dizes. quando nos vemos?
e eu digo-te quanto tu quiseres.
num mergulho na praia de uma noite de inverno,
com chuva ou trovoada, tanto faz.
ou talvez na varanda do sexto andar.
aí em qualquer lado, num jardim
a chapinhar, fazemos de salta-poçinhas,
rei das libelinhas.
perdemo-nos no areal.
tu dizes. afinal quando nos vemos?
e eu digo-te,
aqui. agora. em toda a parte.
*
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