13.5.09

depois da acalmia II

Ficamos insensívens nos braços da noite,
Nada sentimos, nada somos, nada queremos.
Adormecemos apenas e esquecemos.
O sangue, e a rosa, e a cor,
dos teus desejos.

Nunca nada foi tão mais ou menos,
como aquilo que não dei hoje.
E vêem-me lágrimas aos olhos,
não pela realidade das coisas,
mas pela sensaboria insuportável,
dos actos medíocres e do esquecimento
forçado dos amores impossíveis.

E não adianta querer partilhar tudo,
porque nada se pode dar ao vazio
onde queriamos que existisse
o outro lado.

*

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