Continuamos nos momentos de uma espera eterna.
Após muita insistencia respondeste,
e fizemos planos e propostas e sonhos,
e passei para ti o meu momento,
e tu nada disseste.
Espero novamente. Continuo a esperar.
Desta vez mais respirado.
Desta vez menos interessado.
Desta vez quase insensível.
À tua pele, ao teu olhar, ao teu abraço,
que sinto cada vez mais longe, quase inexistente.
Que permanece quase extinto, relembrado apenas,
num esboço de lençois e de açucenas. Bravias.
A vida continua ao longe. Bem perto sussuram,
outras tágides, outros caminhos, outras ilusões.
És um subterrâneo e eu perco-me em ti.
Nunca te encontro. Estás sempre cada vez mais,
labiríntica.
Esvais-te no teu sorriso. E no meu.
E nunca mais choras pedra. Nem verão.
A verdade nunca acaba por cair em mármore.
Restam apenas as açucenas bravias e o chão em ferida.
A luz que ilumina esta fresta é fria. E doente.
Não tarda vem a sombra do crepúsculo de ti.
E quando fores, nada restará.
Ficaremos no negrume. Eterno. Pois não sabemos,
quando será a próxima madrugada.
*
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