Fura sem parar, no meio de gente estranha.
Os monólitos movem-se arrebanhando a massa
para o centro ou para os lados,
conforme se lhes desmande.
As estrelas de primavera explodem uma uma
entre as massas e as multidões e devassa
a nossa primavera.
Estrondos ecoam pela sala.
Estranhos barulhos ritmados, rápidos
hipnotizam, arrebanham, acarrapatam.
Tudo o que resta é a concentração
do gado.
A ausência de toda a identidade
A ausência de todo o amor,
apenas há o consumo de restos
e o trabalho de zombies,
e o poder que não existe,
para os verdadeiros cegos da conquista,
como se tudo fosse soprado no vento
e assistem apenas quando pensam que mandam,
ao seu desmando e declínio e queda final.
E a uns sucedem-se outros.
Quando o mais ausente és tu e o amor.
E quando o óbvio é apenas o mais incerto.
Tudo se desvanece num torpor de anjo.
E o pó dá lugar ao desmando.
O que resto no fim, quando
a autodestruição é assegurada?
Daremos nós um novo inicio
ou apenas faremos nova escalada
para que tudo volte ao nada?
*
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