Apareceste de repente do silêncio da noite.
Estava escuro, a pretidão englobava a nossa barca,
que no entanto era serena e ecoava canções de embalar,
e baladas de assassinios inexistentes.
Lembrei-me de repente da ponte, da água, da calma,
do teu abraço.
E chorei por dentro. E fiquei estranho. E triste.
Por uns momentos.
E depois talvez tenha entendido que este será talvez,
um amor errado?
E quando mais errado melhor sabe. Pois não há nada de
errado no amor.
Apenas é errada a sua ausência. Ou devia ser. Deviam
publicar decretos lei a impossibilitar, a ilegalizar,
a criminalizar o não amor.
Que é a ausência de ti. Aqui. Assim. Sabes?
*
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