14.6.09

sono tardio

A manhã desponta.
O sono esse torna-se cada vez mais presente.
Ao mesmo tempo não consigo dormir.

Talvez não me saia o que tenho cá dentro.
Da forma como quero.

Vou escrevendo asneiras. Ou nem isso.

Apenas descarregar apenas. Escarrar. Lançar impropérios.

Talvez eu não queira que saias ainda.
Ainda estás tão presente, presente.
Em fogo, em chama, em lava.
No meu jardim. Ardem cinzas do que era dantes.
Os rinocerontes fogem desordenados
Até à ria.

Esperas-me enfim para uma dança duas três.
Eu espero. Demasiado. Deixo-te ir. Alguém te leva. Talvez te veja ainda. Talvez não. Não sei. Vejo-te a ir de vez. Desta vez já não voltas. Hoje. Preferes os músicos franceses. Este.
E ficas a pensar no que é demais e no de menos. E não entendes nada.
Que burrice tão grande. Depois de um dia tão bonito, outro tão triste.
E fica tudo na mesma.

Deviamos ter um botão de reset para os corações partidos.

*

Sem comentários: