A minha cadeira está sempre ocupada
Mesmo que esteja vazia.
Vão e vêm perguntam por ela
E eu digo que está vazia
E dizem então deixo-a ficar
Pois o vazio é demasiado grande
Para alguém o ter que suportar.
E assim deixam-me a mim e à cadeira
A conversar. Num silêncio no meio do barulho,
desta conversa. Que não é assim tão insuportável.
Talvez seja até agradável.
Pois é preferível falar com uma cadeira vazia,
do que ficar preso ao lodo e morrer afogado.
*
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