Por vezes as palavras fogem.
Apenas queres ir ali e a garganta aperta.
Ela vem-te convidar e diz esquece.
Todos os pequenos momentos se conjugam
para vos afastar.
Quando antes vos aproximavam.
Quando é cedo é cedo
quando é tarde é tarde
Desta vez foi tarde.
Não sei como posso ser tão burro
em certas coisas
especialmente nisto.
Quando te vi a sentar com ele
perdi quase toda a esperança,
quando saiste acompanhada
acabou-se.
Quis ir embora. Demorei.
Deixei-me estar a deprimir e a dançar.
A tentar não cair.
Afinal sempre vim para casa, tarde.
Sem ti.
Às vezes só queria que os pés desaparecessem,
para nunca mais poder dançar.
*
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